A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 09/08/2021
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o acesso à saúde, sendo a alimentação um dos fatores mais importantes para o gozo desse direito. Por sua vez, a sociedade brasileira do século XXI discute a questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores. Nessa perspectiva, cabe analisar o descaso governamental e a desigualdade econômica como principais problematizadores desse contexto.
De início, é lícito apontar o descuido do governo em relação a fome no Brasil. Isso é relevante porque, em todo o território nacional, há um grande número de pessoas que sofrem de doenças, como o escorbuto, trazidas pela falta de uma boa nutrição, privando esses indivíduos do acesso à saúde. Prova disso são dados coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que apontou que mais de 7 milhões de pessoas convivem com a fome no país. Logo, caso não haja maior atenção dos agentes públicos no assunto, a batalha contra a carência jamais será prioridade.
Outrossim, vale ressaltar a grande diferença salarial brasileira. Conforme dados divulgados pelo IBGE, o Brasil tem um dos 15 piores Índices de Gini do mundo, taxa essa que calcula a desigualdade salarial em uma região. Infere-se, assim, que, mesmo com um dos maiores PIBs do mundo, há um gigantesco desbalanceamento quando se trata de distribuição de renda, fazendo com que, ao mesmo tempo que grandes empresários conseguem investir em diferentes tecnologias inovadoras, as pessoas mais pobres muitas vezes não tem sequer a oportunidade de se alimentar apropriadamente. Portanto, caso essa situação não melhore com urgência, a vida de milhões de cidadãos estará à mercê da sorte.
Diante do exposto, fica evidente a necessidade de mitigar a fome no Brasil e seus motivadores. Indubitavelmente, é essencial que a grande mídia, por meio dos principais canais de comunicação, como rádio e televisão, divulgue fortemente os dados que denunciam o desleixo governamental em relação a milhões de brasileiros, tornando mais acessíveis ao público informações revoltantes, a fim de gerar um corpo social que pressionará os agentes públicos a atentarem a essa problemática. Ademais, é de suma importância que o Estado ofereça salários para alunos de baixa renda que estão em instituições que ajudam na construção do futuro profissional, como universidades e cursos técnicos, mediante a taxação de grandes fortunas, dessa maneira, o dinheiro de grandes milionários brasileiros se redirecionará para as pessoas mais pobres do país, fazendo com que essas pessoas consigam combater a fome no momento atual, e no futuro tenham uma carreira profissional que permitirá a elas o acesso a um trabalho, diminuindo a desigualdade salarial no país. Com isso feito, a Declaração Universal dos Direitos Humanos será cada dia mais respeitada no país.