A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 10/08/2021
Indiscutivelmente, o Brasil atualmente é um dos maiores exportadores de alimentos do mundo, sendo responsável pela produção de 1/6 do alimento produzido no mundo. Entretando, apesar do grande número de alimentos produzidos, surpreendentemente ainda nos deparamos com muitos relatos de famílias passando fome, principalmente em regiões do norte e nordeste. Tal cenário se mostra intimamente associado a ausência de incentivos governamentais junto a desigualdade social evidente no país.
Primeiramente, vale citar que o agronegócio exporta grande parte da produção, com isso é a agricultura familiar que suprimi grande parte da demanda interna por alimento. Entretanto, essa população do campo por ser muito vulnerável, necessita de constante apoio de políticas públicas. Segundo Daniel Balaban, representante do Programa Mundial de Alimentos, os programas de incentivo a agricultura familiar têm diminuido drasticamente, o que contribui para a escassez de alimentos.
Além disso, a desigualdade social evidente no país intensifica os índices de fome nas camadas mais pobres da população. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 44% das famílias rurais sofrem de insegurança alimentar, ao mesmo tempo que cerca de 20 % das famílias urbanas sofrem do mesmo problema. Consequentemente, tal resultando reflete a realidade em que, uma parcela da população sofre de fome enquanto outra parcela encontra-se em estado de obesidade.
Com base nos argumentos aciam citados, percebemos que a negligência do governo em assegurar a obtenção de alimento pela população mais necessitada se mostra um grande problema. Para coibir tal cenário, cabe ao Supremo Tribunal Federal, atravé de incentivos fiscais, estimular os programas que asseguram suporte para a prática da agricultura familiar, a fim de promover maior amparo às famílias rurais. Além disso, cabe ao Ministério da Cidadania, elaborar uma logística efetiva de distribuição de alimentos, para que áreas com maior carência de alimento sejam constatemente abastecidas com o excedente de outras regiões.