A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 21/08/2021

Segundo o IBGE, mais de 7 milhões de pessoas convivem com a fome no Brasil. Divulgada em 2014, o estudo mais recente constatou que, em 2,1 milhões de moradias, pelo menos uma pessoas passou um dia inteiro sem comer nada por falta de dinheiro. Esse problema, de acordo com o IBGE, pode ser classificado em três níveis denominados como “níveis de insegurança alimentar”, sendo eles: leve, moderada e grave.

A princípio, percebe-se que a adversidade se encontra em todo o país, ainda que esteja mais aprofundada em determinadas regiões. Nesse contexto, em uma nação cuja agricultura é deveras desenvolvida torna-se alarmante possuir tal número de desfavorecidos. Como exemplo, constata-se o Maranhão, mais de 60% da população passa por dificuldades, seguido por Piauí, Amazonas e Pará. Assim, a situação atual faz-se um tanto quanto preocupante.

Em segundo plano, apesar da grande produção agrícola, a maior parte dos produtos agrícolas nacionais são objetos de exportação. Nesse contexto, tem-se como resultado uma desigualdade social provida da má distribuição de renda do corpo social brasileiro acrescentado, ainda, a outros agravantes como as inundações, a seca, a destruição de lavouras provocadas por pragas ou desastres naturais. Dessa forma, o rico empreendedor permanece estável, mesmo com grandes perdas, enquanto o assalariado sofre uma redução em seu mísero salário.

Tendo em vista os aspectos observados, é fundamental que o Poder Executivo invista na importação dos alimentos, afim de diminuir os altos preços - consequência da exportação - para que, assim, faça-se possível a obtenção facilitada de alimentos para a sociedade prejudicada.