A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 10/08/2021
Exclusão social, falta de dignidade, desnutrição. Essas são as consequências que parte da população brasileira mais carente tem de enfrentar durante a vida. Nesse contexto, a questão da fome no Brasil é motivada pela má vontade pública, que vê nessa questão a sua campanha política. Dessa forma, a pobreza, principal fator, é mantida. Nesse aspecto para resolução estrutural da fome é necessário um olhar mais humano dos políticos.
Em primeiro lugar, o estado falha, pois permite a manutenção da fome no Brasil. Nessa perspectiva, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura reconhece que o agravamento da fome não é a falta de alimentos, mas a má vontade política. Dessa maneira, no pequeno empenho governamental em solucionar esta questão, a população mais pobre tem sua dignidade multilada pela ferocidade da fome, que reflete no semblante triste, no corpo magro, consequentemente na saúde física e mental. Diante dos exemplos mencionados, medidas precisam ser tomadas para fim do sofrimento de milhares de brasileiros que se encontram na pobreza extrema.
Nota-se, outro sim, que a pobreza é resultado de um Estado inepto. Desse modo, segundo escritor Gilberto Dimenstein, em sua obra “Cidadão de papel”, a legislação brasileira é ineficaz, dado que na teoria se mostra completa, contudo incompleta na prática, uma vez que não cumpre de forma integral o sexto artigo da constituição federal no qual garante direito a alimentação e ao trabalho. Nesse sentido, sem trabalho, muitos ficam dependentes das esmolas do governo que está interessado em aliviar temporariamente o problema fome, assim prolongando a situação descrita e usando-a como discursso politico, gerando uma falsa sensação de um futuro melhor para os que necessitam.
Portanto, o ministério da Cidadania do Trabalho, em uma atuação compartilhada, devem criar políticas, com o objetivo de proporcionar a dignidade e renda e garantir o seu direito. Para isso, é necessário facilitar o ingresso de jovens no primeiro emprego, reduzindo impostos das empresas participantes, ademais, capacitar e alocar os que estão desempregados, a fim de que a fome e a pobreza extrema sejam vencidas através do emprego, meio esse que resolverá esse problema estrutural, não sendo apenas uma remediação passageira. Assim, o Brasil garantirá o direto constitucional tornando-se mais justo.