A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 10/08/2021

Em 2021, durante a pandemia do novo coronavírus, as mídias divulgaram, amplamente, inúmeros casos de filas de doações de alimentos, tendo como contexto a crise econômica e alta nos preços dos supermercados. Deste modo, faz-se necessária a reflexão acerca da fome no Brasil, seus fatores e consequências.

Em primeiro plano, deve-se compreender que a fome brasileira não se dá pela falta de alimentos, mas sim, de condições de acessá-los. O alto índice de desemprego, decorrente da ausência de políticas públicas, ocasionou em muitas pessoas sem dinheiro e, posteriormente, sem comida. Como agravante, o aumento do dólar influenciou empresários agrícolas a preferirem exportar suas produções à abastecerem o mercado interno, algo que, segundo a doutora socióloga Sabrina Fernandes, levou ao encarencimento dos produtos.

Deste modo, tais fatos são responsáveis pela insegurança alimentar que, de acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, alcanlçou mais de 7 milhões de pessoas no país os prejudicando. A deficiência nutriconal causa diversas complicações desde mal desenvolvimento na infância até doenças como anemia, xeroftalmia, osteoporose, queda no sistema imunológico e má cicatrização. Em suma pode-se entender como um atentado ao bem-estar social do cidadão.

Portanto, conclui-se que a questão da fome no Brasil se dá por fatores econômicos. Assim, é necessário que o Ministério da Econômia, por meio de um projeto de lei aprovado pela câmara dos deputados, crie um programa, nomeado de “Barriga Cheia”, que garanta R$ 500,00 mensais para cidadãos desempregados ou com renda bruta familiar de até um salário mínimo por familiar na casa, durante período indeterminado. A medida tem por finalidade estimular o mercado interno para pressionar os latifundiários a abastecerem a nação e garantir o direito à saúde do indivíduo previsto em constituição.