A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 11/08/2021

Em um dos episódios do seriado mexicano “Chaves”,o personagem principal,de mesmo nome, observa, enquanto estava com fome, seu amigo, Quico, comer um sanduíche de presunto em sua frente, e fica com vontade de comer também. Porém, não tem dinheiro para comprar tal alimento, ficando assim, com fome por mais algum tempo. Fora da ficção, a fome é um dos problemas sociais mais latentes na atualidade brasileira, e em geral, sua solução é protelada por alguns fatores, dentre os quais,os mais latentes são: má distribuição de renda e o disperdício de alimentos.

Em primeira análise, a má distribuição de renda entre a população é um problema que deve ser rapidamente sanado, para que maior uma maior quantidade pessoas tenham condições de comprar alimentos. Nesse aspecto, em pesquisa realizada pelo banco Credit Suisse, em 2020, 1% da população brasileira detém cerca de 46% das riquezas do Brasil. Sendo assim, essa concentração de renda diminui, e muito, o acesso da população mais carente à compra de alimentos, fazendo com que diversas pessoas passem fome nos quatro cantos do país.

Ademais, o exacerbado desperdício de comida presente no país anualmente é um dos grandes problemas que devem ser combatidos urgentemente. Diante disso, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 30 milhões de toneladas de alimentos são desperdiçadas por ano no Brasil. Tal quantidade, se tivesse o manejo adequado, seria suficiente para retirar milhões de pessoas do mapa da fome, dando-lhes uma condição de sobrevivência mínima, na qual uma família não necessite ficar com o estômago vazio durante dias por não ter o que comer em casa.

Portanto, urge que o Estado aja com o objetivo de eliminar os causadores dessa “ferida social” que é a fome. Para isso, é mister que as prefeituras, em parceria com os estabelecimentos alimentícios das cidades, promovam por meio de doações, um programa que vise acabar com o desperdício demasiado de alimentos. Nesse programa, as prefeituras promoverão uma diminuição de 5% no valor do Imposto sobre serviços (ISS) pago, a cada 10 toneladas de alimentos, não utilizados, doados às famílias carentes das cidades. Somente assim, o Brasil se tornará um país mais justo e igualitário na distribuição de alimentos.