A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 11/08/2021

Ainda no século 16, após poucas décadas das terras aos quais formariam o Brasil, o sistema de plantation foi instaurado nas lavrouras brasileiras visando a maximização de lucro com o uso de mão de obra barata e foco no mercado exterior. 5 séculos após os atores politicos mudaram, a então colonia virou um Estado Nacional Moderno, porém o mesmo sistema de exploração se perpetuou sob o neologismo “agronegócio”. E, em meio a um país de tamanho desenvolvimento agro, segundo o IBGE, mais de 10 milhões de brasileiros ainda sim passam fome.

A princípio, atualmente somos o terceiro maior produtor de alimentos do mundo, segundo a Embrapa, alimentamos cerca de 800 milhões de pessoas porém ainda sim lidamos com a fome em nosso território. Segundo o Mapa da Fome, cerca de 70% do consumo agrícula nacional em decorrência do agronegócio, assim como o plantation, visarem a maximização  dos lucros ao, majoritariamente, exportarem seus insumos. Ainda segundo o Mapa da Fome, ao passo que em 2020 batemos record de produção em tal setor, mais de 3 milhões de brasileiros  passaram a ter fome.

Ademais, aliada a visão exportadora do Agronegócio estão os crescentes índices de desemprego.. De acordo com o IBGE, em 2020 o contigente de desempregados cresceu em mais de treze porcento como impacto direto da Pandemía do novo Corona Vírus. Embora o governo tenha criado um auxílio emergencial, o mesmo atualmente gratifica com no máximo 375 reais, valor insuficiente para uma familia passar o mês.

Por conseguinte ao que aqui foi apresentado, se é evidente a necessidade de uma ação maior da União no combate a fome. O Legislativo juntamento com o Executivo devem nulificar os impostos sobre alimentos para cadastrados no Bolsa Família e até mesmo subsidiar alimentos essências como leite, arroz, feijão e a proteina da soja. Junto a isso a expansão dos restaurantes comunitários pelas Secretarias de Desenvolvimento visando se ofertar refeições saudáveis a baixos preços.