A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 12/08/2021

O curta-metragem de Jorge Furtado, “Ilha das flores” de 1989, retrata a questão da fome e desigualdade social apresentada em uma comunidade, onde seres humanos sem dinheiro, são rebaixados a se alimentar dos rejeitos dos porcos. No contexto nacional atual, a questão da fome não é uma realidade apenas dos moradores da Ilha das Flores, mas de grande parte da população brasileira. Logo, faz-se profícuo reconhecer a má distribuição dos alimentos em razão do consumo exacerbado e as mudanças climáticas como seus principais agravantes.

Inicialmente, observa-se o caráter ideológico capitalista depositado no consumo atualmente. Ainda que no Brasil a agricultura familiar seja de forte cunho, o foco em exportações impede uma melhor distribuição no interior do país, que sucede na importação dos alimentos comercializados internamente. Outrossim, aqueles que recebem os produtos reforçam o caráter supracitado, pois além de serem uma parcela inferior, de classe superior, empregada e assalariada, recebem o consumo não como indispensabilidade, mas como uma questão de quantidade, produzindo desperdício. Em ambos os casos, advém-se que a maior parte da população se encontra coibida de assegurar as próprias condições de subsistência.

Ademais, as fortes alterações climáticas advindas do desmatamento e queimadas para criação de gado, coadjuvam como propulsores a problemática. Uma vez que, a alta liberação de monóxido de carbono tem desgastado as camadas atmosféricas, resultando no aumento da temperatura global, que altera as condições plantio, acabando com colheitas. A perda das safras repercute na majoração dos preços de mercado, impactando diretamente na fome.

Reconhecendo as questões postas a palco, cabe ao Ministério do Meio Ambiente e Ministério da Agropecuária reforçar a proibição de queimadas e destruição da mata, criando mais áreas de preservação, a fim de desacelerar o desgaste global e evitar a perda de colheitas. Também, em conjunto ao Ministério da Economia deve-se desenvolver um novo projeto de produção alimentícia, voltado para a distribuição e abastecimento interno do país, responsáveis por favorecer a fome, que assola a população brasileira. Dessa forma, espera-se refutação completa dos fatos supracitados, para decrescimento da desigualdade social e obtenção de condições sanitária e humanitária de subsistência a todos os cidadãos.