A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 11/08/2021
A fome é uma questão política, social e econômica
A miséria é uma produção humana e um desafio ético, dizia o sociólogo Herbert de Souza, na Assembleia da ONU em 1994. Baseado nessa afirmação nota-se que a fome foi construída historicamente, e, sua origem esteve ligada à posse da terra que, por mecanismo legal, promoveu concentração fundiária, fortalecimento de uma elite oligárquica e uma massa de ex-escravos, imigrantes e trabalhadores livres abandonados à própria sorte. Dessa forma, o resultado foi um morticínio causado pela fome nas décadas seguintes. Por isso, a questão da fome no Brasil é motivada por fatores políticos, sociais e econômicos.
Primeiramente, é preciso considerar os fatores políticos que desencadearam esse impasse. Ao mesmo tempo, em que o Estado agiu em benefício de uma oligarquia criando a lei de terras no Segundo Reinado; nos governos do início do século XX, foram criadas políticas sociais que impactaram positivamente na redução da população de miseráveis. Se a atuação política no final do século XIX serviu para originar problemas como a fome, na década de 2000, essa reduziu consideravelmente, isso é mostrado no relatório da ONU de 2014, quando o Brasil foi retirado do mapa da fome. Desse modo, entende-se que a atuação política é fundamental, tanto para aprofundar como para acabar a problemática da fome.
Além disso, outro fator agravante é a má distribuição de alimentos pelas regiões, de acordo com estudos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, no Brasil, quarto maior produtor mundial de alimentos, 50% do estoque se perde na distribuição de transporte, devido a embalagens impróprias que causam danos aos alimentos, e 30% nas centrais de abastecimento e comercialização. Somando a isso, casas brasileiras são responsáveis por desperdiçar 41 mil toneladas de alimento por ano, ou seja, não é só um problema econômico, mas também se constitui um fator social, em que o que se come passou a ser mais um bem de consumo do que uma necessidade.
Com isso, entende-se que a fome é política, econômica e social, mostrada não só pela falta de planejamento governamental, mas também pela falta de consciência da população e má administração de um recurso tão abundante no Brasil. Diante disso, faz-se necessário, campanhas de conscientização da parte do poder público para evitar o desperdício nas casas com leis que controlem a quantidade e qualidade de alimentos desperdiçados por cada família. Além disso, o Governo Federal deve investir mais recursos na agricultura familiar, visto que, é ela que faz o abastecimento interno. Assim sendo, as
serão diminuídas, haverá desenvolvimento e o problema da fome será superado.
desigualdades serão diminuídas, haverá desenvolvimento e o problema da fome será superado.