A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 21/08/2021

“Atitude Blasé”, é um termo proposto pelo sociólogo alemão Georg Simmel no seu livro “The Metropolis and Mental Life” que se trata quando o indivíduo passa a agir com indiferença em situações que ele deveria dar atenção. A visão de Simmel pode ser facilmente aplicada na situação atual do Brasil. Com mais de 20 milhões de pessoas no Brasil em situação de insegurança alimentar, dados como esse chocam mas nada é feito por grande parte da população, já que vemos todo dia moradores de rua que estao nesse numero amentrondator de fome, e ainda sim, nos acostumamos e pouco é feito. O grande nível de desemprego no país, falha das políticas públicas e aumento nos valores de componentes de uma cesta básica, são motivadores da crise fome do Brasil.

Primeiramente, vale ressaltar a taxa de desemprego no nosso país, que vem aumentando cada vez mais e como atualmente vivemos num sistema socioeconômico capitalista, colocar a fome e desemprego na mesma discussão é imprescindível, já que sem emprego, o cidadão não possui renda, por consequência não pode comprar alimentos básicos, como o arroz que em 2021, em meio de uma pandemia chegou a R$30. A constituição brasileira garante a um trabalhador de carteira assinada vários direitos, com um salário mínimo de R$1.100, oque na realidade brasileira não sustenta um indivíduo.

Ademais, a falha no desempenho das políticas públicas no Brasil agrava ainda mais a fome dos brasileiros. Em conformidade com os fatos, dados do IBGE mostram que 7 milhões de pessoas e 2,1 milhões de domicílios convivem, respectivamente, com os problemas supracitados. Com isso vemos que projetos sociais contra a fome do governo como o Bolsa Família - no valor de R$190 -, o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e agora na pandemia o auxílio emergencial, criado para a situação de emergência desde Março de 2020, tem uma eficácia baixa já que o Brasil entrou novamente no mapa de fome da ONU (Organização das Nações Unidas). A vista disso, a inconstância de projetos governamentais que auxiliam no combate à fome, tem envolvimento direto com a situação de fome no Brasil.

Portanto, uma resolução para a taxa de desemprego alta e a falha nos projetos públicos pode ser proposta. Seria necessário que o Ministério da Economia, Cidadania, Agricultura, Pecuária e Abastecimento se unissem para propostas novas e ativas para sustentar as novas demandas alimentares da população e estimular novos empregos para que essa mesma população tenha renda própria. Fazendo assim, o Estado brasileiro não ser um “Atitude Blasé”, mas sim dando atenção e importância a tais problemas tão preocupantes.