A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 01/09/2021
A teoria demográfica malthusiana, formulada pelo economista britânico Thomas Malthus, explicita a relação entre a explosão populacional decorrente da Revolução Industrial e a concomitante insuficiência alimentícia, expondo, assim, no século XVIII, um problema gritante da contemporaneidade. Mediante ao exposto, ao observar segmentação da sociedade brasileira ocasionada pelo desbalanceado alcance a alimentos em diferentes contextos, constata-se em pauta a questão da fome no Brasil. Por isso, graças à exclusão social e à má distribuição de renda, vê-se tal problemática atuante em meio ao corpo social.
Em primeiro plano, a segregação da coletividade corrobora a conjectura. Nesse sentido, na obra literária “Holocausto brasileiro”, de autoria de Daniela Arbex, é relatado que, graças ao estigma atrelado às condições psicológicas dos pacientes, há a inferiorização destes e a consequente negligenciação de recursos básicos, dentre os quais está a comida. Dessa forma, a partir do momento em que a exclusão social por condições preestabelecidas é um dos fatores motivadores da privação de alimentos, a fome passa a ser um obstáculo estruturado em uma teia multicausal, o que a torna atrelada a variáveis socioespaciais e a faz perpetuar em território nacional. Logo, devido à segmentação e hierarquização da comunidade brasileira, a subnutrição é tida como presente.
Ademais, a desigual distribuição de renda agrava, ainda mais, o quadro. Nesse viés, de acordo com a máxima do filósofo inglês Adam Smith: “A riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes”. Desse modo, no instante em que, no Brasil, há uma gritante concentração de renda, observa-se o contraste entre o alcance a recursos básicos entre as classes, fator que concretiza o antagonismo social na coletividade do país, na qual uma parcela ínfima detém maior porcentagem de poder aquisitivo e uma significante fatia não desfruta nem mesmo dos direitos humanos, princípio da existência do homem. Assim, graças aos empecilhos advindos ao cenário, são necessárias medidas governamentais de intervenção.
Portanto, depreende-se que a questão da fome no Brasil é um desafio e carece de soluções. Sendo assim, o Estado, ao atuar de acordo com os senso demográficos fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, deve, por intermédio de programas de distribuição alimentícia dentre as comunidades carentes, prover recursos básicos constantemente e conceder alcance a condições de trabalho estável, fator que visa o sustento familiar, a fim de retirar o Brasil do mapa da fome mundial e, dessa maneira, fazer com que o avanço nacional possa ser acompanhado pela distribuição igualitária das condições basilares da existência humana, o que reverterá a previsão que Malthus no século XVIII.