A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 12/08/2021

Segundo, a OMS (Organização Mundial de Saúde), o conceito de saúde é definido por um completo bem-estar fisíco, social e mental e não apenas a ausência de enfermidades ou doenças. Dessa forma, podemos concluir que a sociedade brasileira está doente. Infelizmente, a questão da fome representa uma das grandes marcas da desigualdade social ainda presente no Brasil, sendo causada por inúmeros fatores, dentre eles reduzida entrada do brasileiro no mercado de trabalho e o precário acesso a um sistema educacional de qualidade por grande parte dos brasileiros.

Em primeiro plano, é imprescindível verificar a negligência do Poder Público na má distribuição de investimentos para a abertura de novas empresas e manutenção daquelas já existentes. Segundo o filósofo Jean-Jacques Russeau, na medida em que o Estado insenta-se das garantias de cada cidadão, há um descumprimento do contrato social elaborado junto a sociedade. Não há dúvidas de que há falha Governamental em estimular a geração de novos empregos que afeta a chegada de alimentos na mesa do brasileiro, causada pela alta demanda de impostos cobrada pelo Estado para empresas já abertas e também por dificultar o acesso de novos empreendedores. Logo, o cidadão brasílio entra nas taxas de desemprego ficando a margem da sociedade e sem recursos para comprar o próprio alimento.

Sob essa perspectiva, a precariedade do sistema educacional apenas fomenta o problema. De acordo com o educador Paulo Freire, a educação sozinha não muda a sociedade, mas sem ela, tampouco a sociedade muda. É notório que a baixa escolaridade afeta diretamente na entrada do trabalhador no mercado de trabalho que cobra cada vez mais do profissional capacitação, porém o sistema educacional precário não estímula a capacitação profissional do estudante, mas apenas a conclusão do ensino médio, não preparando-o para a entrada no ensino superior.

É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para resolver o problema da fome no Brasil. Logo, o Estado deve investir em programas de estímulo para a abertura de novas empresas, por meio de uma parceria do Ministério da Economia, através da redução da cobrança de impostos desnecessários, para que novos empreendedores e empresas já existentes possam investir na expansão e abertura de novas oportunidades de emprego para o cidadão brasileiro. Também, através do Ministério da Educação, desenvolver um programa social que garanta a moradores de zona rural e de regiões carentes o acesso democrático e igualitário a escolas que forneçam além do ensino médio o ensino técnico e profissionalizante, dessa forma, o jovem estudante poderá imediatamente ingressar no mercado de trabalho de forma ativa gerando renda para alimentação. Dessa maneira, o problema da fome poderá começar a ser resolvido no país.