A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 17/08/2021
Segundo pesquisa realizada pelo IBGE, cerca de 10 milhões de brasileiros estão em situação de insegurança alimentar grave, porém, levando em conta que o Brasil é considerado o terceiro maior provedor de alimentos do mundo, os dados se apresentam controversos. Esse fator evidencia o pesado capitalismo instaurado na sociedade atual, dividindo os interesses das classes de poder das necessidades da população, instaurando assim, uma desigualdade social, a qual apresenta diversas consequências principalmente às classes menos privilegiadas, a fome sendo uma delas.
No contexto brasileiro, a inflação é uma problemática de grande influência ao aumento e continuidade do capitalismo. Esta ocorre devido a uma grande demanda enquanto baixa produção, e gera situações precárias àqueles que não tem boas condições financeiras, ao mesmo tempo que enriquece aqueles em posições “superiores”. Essa lógica condiz com as críticas feitas pelo filósofo Karl Marx a respeito do abismo que o capitalismo gera entre as classes sociais, considerando então, um cenário propício à carência de uma alimentação adequada dos mais pobres.
Somando a isso, a falta de apoio aos mais necessitados quanto ao acesso de alimentos, como também de materiais elementares para sua sobrevivência, é ilógica. Visto que de acordo com a Constituição instaurada no Brasil em 1988, todos os indivíduos têm como garantia seus direitos humanos básicos, incluindo a eles a devida assistência aos desamparados. Fora isso, pode-se dizer também que a fome e a pobreza caminham lado a lado, isso porque uma acaba por influenciar a outra, e as consequências de ambas juntas são devastadoras. Desse modo, resultados como mortalidade infantil, desnutrição, perda de dignidade ou roubos por necessidade, ocorrem devido a uma deficiência de suporte aos mais desfavorecidos que passam fome.
Portanto, é preciso que haja uma mudança nesse sistema capitalista que a sociedade brasileira está inserida atualmente, melhorando a distribuição de renda e incentivando que políticas públicas sejam estabelecidas, para então colaborar com os menos privilegiados que se encontram em situação grave de pobreza, conquistando nesse caso, o acesso a uma alimentação mais adequada. Para isso, é necessário que o governo providencie que cestas básicas sejam distribuídas aos cidadãos em situações precárias, e um apoio de renda mínima a estes mesmos. Além de diminuir e controlar a inflação das mercadorias, não aumentando então, ainda mais a vulnerabilidade dos que já estão expostos.