A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 21/08/2021

A fome é uma grave falta de alimento que afeta as pessoas com menores condições de vida por não terem renda mensal suficiente para manter a alimentação necessária. Esse problema, segundo o IBGE pode ser classificado em três níveis: leve (existe preocupação com a qualidade e quantidade da comida), moderada (existe limitação na quantidade de alimento) e grave (existe fome decorrente da falta de alimento). Assim, nota-se que agravantes como a situação do Brasil diante da pandemia e a quantidade de desemprego em todo território, propiciam a quantidade notável de pessoas em risco.

Primeiramente, percebe-se que a pandemia causada pela Covid-19, de modo inesperado, provocou um colapso mundial social e econômico o que levou a desestabilização de muitas famílias. Nesse contexto, a fome já presente no território brasileiro teve um aumento descomunal e afetou grande parte da população mesmo com auxilio governamental. A título de exemplo, cita-se um levantamento feito pela UOL que revelou a marca de 19 milhões de brasileiros atingidos pela fome durante o período pandêmico. Dessa forma, famílias ficaram desamparadas e deveriam ter sido ajudadas de maneira mais direcionada pelo Governo para que golpes fossem evitados.

Além disso, a principal motivação para a disseminação da fome no Brasil é a desigualdade social evidente causada pelo alto índice de desempregados e outros fatores. Isso porque desde a última revolução industrial, máquinas estão adquirindo vagas em trabalhos braçais e outros serviços estão ficando obsoletos como o telégrafo e em alguns anos, o correio. A prova disso são os dados divulgados pelo G1 que afirma que o desemprego superou o recorde em 2021 e mais de 14,8 milhões de brasileiros estão sem empregos e propícios a um problema consequente como a fome. Logo, se medidas não forem tomadas para o aumento da oportunidade de emprego, o país continuará ultrapassando recordes detestáveis.

Em suma, para o enfrentamento da fome decorrente da crise econômica brasileira, algumas ações são primordiais. Primeiramente, cabe ao Governo fiscalizar rigidamente a distribuição do auxílio emergencial por meio da Policia Federal porque algumas famílias precisam mais do que o valor dado e outras nem precisam receber, a fim de ajudar no combate à fome e ao golpe durante o período de isolamento social. Ademais, o Governo Federal, a partir da parceria de empresas, deve investir em filiais de serviços brasileiros porque a moeda local precisa de uma valorização maior para que nossa base financeira, que é a exportação, seja firme e incentive novas empresas a proporcionarem maiores vagas de trabalho em todo território.