A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 14/08/2021
É certo que o Brasil é um dos maiores produtores de e exportadores de carne bovina, açúcar, carne de aves, chocolate e muito mais. Mas como um país que alimenta 1 bilhão de pessoas ao redor do mundo, tem um índice de 7 milhões pessoas famintas? Dados divulgados pela Associação Brasileira da Industria de Alimentos (ABIA) o maior representante do mercado alimentício brasileiro, foram feitas exportações para 180 países diferentes, gerando assim 34.1 bilhões de dólares só em 2019. 36,8% dessas exportações fora para a Ásia, mais exatamente para a China. Mas como tendo tanta comida produzida e exportada como temos um índice tão alto de pessoas famintas.
Para entendermos essa situação é necessário diferenciar quem produz e para que é enviado. Grande parte do que comemos em nossos pratos, cerca de 70% segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), vem de uma agricultura familiar. A agricultura familiar consiste em pessoas de uma mesma família ou de famílias próximas que produzem o necessário para a própria alimentação e vendem os excedentes. Já o agronegócio que é aquele que contém grande parte do Produto Interno Bruto (PIB), normalmente destinado a exportação, com hectares de monoculturas de soja, café, milho ou até mesmo de enormes pastos para a agropecuária. É comum que o agronegócio prefira a exportação do que a venda dos produtos produzidos em território nacional, pois com o dólar em alta eles exportam o que países do exterior compram, e oque não há mercado fora do país é vendido para consumo local.
Quanto a parte de acabar com a fome do Brasil, ou ao menos tentar diminui-la, cabe aos próprios brasileiros. De forma solidária, contando com aqueles que tem uma vida financeira estável, por meio de doações tanto diretamente aos necessitados quanto a Ongs criadas para a ajuda dos mesmos. Também uma opção é o incentivo de campanhas para informação desse problema, que poderiam ser sustentadas e veiculadas pelo governo estadual.