A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 23/08/2021
Em julho deste ano, a Globo expôs a atual situação dos moradores de baixa renda de Cuiabá, os quais aguardam cerca de três vezes na semana em uma fila de açougue para receberem restos de carne gratuitamente. Esse é um cenário que infelizmente está presente em grande parte de nosso país. Dessa maneira, é necessária uma análise sobre os fatores que motivam a permanência dessa questão.
A princípio, vale ressaltar que o aumento da fome é um reflexo do alto índice desempregados, esse causado por uma grande crise econômica, cuja solução é a redução de custos e demissões em massa. Nessa lógica, o Brasil, cujo desemprego vem aumentando desde 2012, com a chegada da pandemia de covid-19, a atual taxa de desemprego, segundo o IBGE, consta em 14,6%. Dessa forma, é evidente que o país passa por uma grave crise e que a população necessita de ajuda para garantir o pão.
Além disso, o Brasil, país reconhecido como o “celeiro mundial”, tem quantidade de alimento mais que suficiente para toda sua população. Nesse contexto, fica evidente que há uma má distribuição de alimentos, essa causada principalmente pela desigualdade na renda e um alto índice de desperdício. Prova disso é que, segundo a Farsul, hoje é produzida comida suficiente para alimentar 1,6 bilhão de pessoas. Logo, é transparente que o problema do Brasil não é a falta de comida.
Portando, faz-se necessário que medidas sejam tomadas o mais rápido possível para assegurar esse direito básico a população. Desse modo, cabe ao Governo Federal, na condição de garantidor dos direitos do povo, criar programas de vale alimentação para os que não tem condições, com o objetivo de amenizar as causas da pandemia. Ademais, o Ministério do Econômia deve se juntar ao Ministério da Educação para formarem propostas para a especialização da população, com o intuito de reduzir o desemprego.