A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 16/08/2021
A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a saúde, moradia e alimentação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a questão de fome no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de autoridades governamentais para combater a falta de alimentos nas mesas das famílias brasileiras. Nesse sentido, torna-se preocupante o Brasil ser um dos maiores exportadores de alimento do mundo e o próprio ter tantas pessoas passando fome. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantia que os cidadãos desfrutados de direitos indispensáveis, como ter pelo menos três refeições ao dia , o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental pontuar que a região mais afetada é o nordeste por já ser um território com pouca diversificação Ceia e muita pobreza. Segundo IBGE, mais da metade da população do Maranhão passa por preocupantes situações alimentares. Diante de tal exposição a situação se torna alarmante. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de uma mudança. Para isso, é imprescindível que o Governo Federal, por intermédio de mais progamas sociais, focados na distribuição de alimentos de qualidade entregues de 15 em 15 dias nas comunidades. Esse projeto viabiliza a adaptação de comida já que na maioria das casas a mesma acaba no meio do mês, a fim de diminuir os níveis de nível de fome da polução vulnerável. Assim, se consolidará uma sociedade mais nutrida, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.