A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 16/08/2021
O filósofo Raimundo de Teixeira Mendes, em 1989, adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a Bandeira Nacional Brasileira, mas também para a nação que, atualmente, enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento. Lamentavelmente, entre eles, destaca-se a fome e seus fatores motivadores, problema recorrente na sociedade brasileira. Essa realidade se deve, principalmente, à inoperância estatal e à alienação social.
Sob esse viés, é notório que a negligência do Poder Público é um grave problema. Nessa perspectiva, Otto Von Bismarck, em 1880, afirmou que o Estado deve garantir o bem-estar social da população. No entanto, na medida em que existem pessoas vivendo, no Brasil, em situações sem o mínimo de direitos sociais efetivados, como o acesso à alimentação, bem constitucional, há uma falha grotesca da função do Estado com o ideal de Otto. Por consequência disso, uma parcela da população brasileira vive à margem da sociedade, uma vez que não existem políticas eficazes, como um auxílio alimentação para essas pessoas. Desse modo, é inadiável que o bem-estar social seja alcançado, a partir de medidas governamentais.
Além disso, uma grande parcela da população se mostra alienada. O intitulado “Paradoxo da Moral” é um livro escrito pelo musicólogo Vladimir Jankélévitch para exemplificar a cegueira ética do homem moderno, ou seja, a passividade das pessoas frente aos impasses enfrentados pelo próximo. De maneira análoga, percebe-se que a fome no País encontra um forte alicerce na estagnação social. Essa situação ocorre porque, infelizmente, a sociedade não se movimenta em prol da erradicação da problemática, pelo contrário, ela adquire uma posição individualista, por não mensurar as consequências que a fome traz consigo, como o dano causado à saúde da população que sofre com essa problemática. Logo, torna-se essencial superar esses preceitos que atestam, sobretudo, uma desigualdade no acesso à alimentação,
Portanto, é mister que haja uma intervenção diante desse cenário. Destarte, o Governo Federal, responsável por administrar o povo e os interesses públicos, com o apoio do Ministério da Fazenda, por meio de verbas governamentais destinadas à pasta, deve criar um auxílio alimentação, o qual será uma quantia destinada para o gasto em mercados, para famílias em situação de insegurança alimentar grave, com o intuito de tirá-las dessa situação precária. Dessa maneira, o Brasil se tornará a nação da ordem e do progresso, como proferiu Raimundo de Teixeira Mendes.