A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 18/08/2021
A integração do Brasil no mapa mundial da fome é uma consequência do seu processo de colonização. A partir do domínio portugês, com a introdução de um modelo de monopolização de recursos, econômicos e alimentícios, objetificando o desenvolvimento da colônica, iniciou-se a jornada de sobrevivência da população. Após séculos nessa tutela, quando finalmente a nação foi liberta, não houveram medidas definitivas que pudessem conter o avanço dessa mazela sob as classes menos favorecidas. Assim, devido à fatores como, a má distribuição de riquezas e o desperdício de suprimentos, essse problema ainda persiste.
Em primeiro plano, é preciso discorrer sobre como a questão é afetada pela concentração desigual de renda. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), Brasil tem a segunda maior concentração de renda do mundo e, junto a esse cenário, grande parte da população está em status de insegurança alimentar, mesmo convivendo em um lugar sem problemas de abastecimento. Logo, a subnutrição é causada pelo baixo poder de compra, consequência da falta de recurso financeiro que impossibilita o acesso à comida.
Outrossim, o desperdício também é um agravante do assunto. Apesar do histórico do país no setor agropecuário, a fração necessária para alimentar a nação é perdida durante etapas de fabricação ou desperdício. Esse fator é influenciado tanto por defeitos no processo de embalagem e transporte, afetando sua perecibilidade, quanto por rejeição devido à estética do alimento, que muitas vezes é próprio para o consumo. Portanto, essa cultura prejudica os milhares de habitantes que sofrem com falta de sustância.
Desse modo, são necessárias medidas para contornar a polêmica. É preciso que, o Estado, instituição de poder máximo, promova a aquisição de recursos alimentícios, por meio de políticas públicas assitencialistas, visando o fim da subnutrição causada pelo baixo poder de compra. Ademais, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastescimento (MAPA) deve, por intermédio de propagandas periódicas e cursos voluntários, investir no transporte seguro dos alimentos e informar a sociedade da necessidade de educação alimentar, a fim de evitar desperdícios. Nessa perspectiva, é viável a saída do Brasil do mapa mundial da fome.