A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 17/08/2021
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, alimentação e ao bem-estar social. Conquanto, a fome no Brasil impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na, prática. Nessa perspetiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
A educação é o fator principal no desenvolvimento de um País. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na questão da fome no Brasil. Segundo, uma família que nasceu de origem pobre e não tem condição para viver uma vida sem preocupação com o orçamento, dificilmente irá conseguir que algum integrante do grupo familiar consiga ter uma boa formação acadêmica sem que haja a falta de algum item essencial para a sobrevivência humana. Diante do exposto, percebe-se que, a fome não causa somente problemas de saúde, mas também o impedimento de crescer profissionalmente.
Efetua-se mister, ainda, salientar a falta de proporcionalidade a respeito do aumento da inflação sobre os alimentos e o aumento do salário mínimo do trabalhador brasileiro como impulsionador da fome no Brasil. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, percebe-se que, quando se aumenta o preço da comida e, em simultâneo, não se realiza um reajuste salarial, há uma diminuição nas compras feitas no mercado por famílias de classe média a baixa. Ou seja, dessa forma, pode-se constatar a modernidade líquida presente no cotidiano do brasileiro, mas não para caracterizar as relações sociais de forma frágil, mas sim, a ideia de que um salário mínimo consegue alimentar uma família.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Dessa maneira, urge ser necessário um reajuste coerente nas inflações impostas para os alimentos através de planejamentos anuais e programas que ajudem grupos familiares que passam por qualquer categoria de problema que impeça que esses indivíduos consigam ter os direitos estabelecidos no Arg. 6. Dessa forma, o Brasil poderia superar a questão da fome e os seus fatores motivadores.