A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 17/08/2021
Pierre Bourdieu falava sobre a relação do Capital Econômico com o poder, de modo que haja o comando de recursos como dinheiro e posses. Contudo, sabe-se que existe a questão da fome no Brasil e muito se discute a respeito de seus fatores motivadores. Então, pode-se deduzir que a existência da problemática se dá, de forma geral, pela falta de capital predominante. Nesse sentido, é de extrema importância a discussão a respeito da desigualdade e da supervalorização dos alimentos.
A priori, é fato que a desigualdade econômica é um dos fatores motivadores da fome no país. Em outras palavras, seria negligente informar que a economia é dividida igualitariamente para toda a população, ou seja, parte da parcela populacional brasileira tem bastante dinheiro e a outra parte não tem quase nada. Analogamente, tem-se o filósofo Friedrich Hegel, que dizia que o Estado deve proteger seus “filhos”. Dessa maneira, com a desigualdade econômica, parte da sociedade fica impossibilitada da compra de alimentos, se encontrando, então, em situação de fome.
Em segundo plano, destaca-se a supervalorização dos alimentos como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que com o preço dos alimentos subindo, fica mais difícil a compra dos mesmos pela população desvalorizada, já citada. Desse modo, o agir coletivo deve visar a não supervalorização para dar a oportunidade da compra de comida.
Em suma, o Governo deve fiscalizar a concentração de renda nacional, por meio da criação de um cargo governamental apenas para essa função, para que seja possível a garantia da distribuição igualitária do dinheiro. Com isso, a possibilidade de vencer a fome aumentará e seus fatores motivadores diminuirão. Além disso, o Ministério da Fazenda deve diminuir o preço dos alimentos, considerando a renda média da classe mais desvalorizada, para que o consumo alimentício seja mais acessível. Dessarte, apenas dessa maneira o Estado irá proteger seus “filhos”, assim como propôs Hegel.