A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 17/08/2021

No poema de Carlos Drummond “No meio do caminho” é retratado de modo figurado os desafios que os indivíduos encontram em sua jornada. Em conformidade com o poema, é possível analisar que um desses desafios é a questão da fome no Brasil, que é inegável o seu impacto direto e indireto nos cidadãos e no desenvolvimento da nação. Nessa pespectiva, é imprescindível abordar a má distruição de alimentos e as desigualdades sociais em um mundo capitalista como coadjuvantes desse problema que tornou-se tão comum na sociedade.

A princípio, a forma como são distruídos não só os alimentos, mas os recursos para obter o mesmo é algo desproporcial e que preocupa pessoas que desejam ver esse quadro revertido. Com isso, é importante analisar a frase de Thomas Hobbes, no qual conceitua que o Estado é responsável pelo bem-estar da população, assim como, reger a nação. Nesse viés, há uma fuga no idela de Hobbes, visto que, há uma má distruição, nesse caso, de alimentos, de forma que todos possam ter acesso de forma digna e mínima às refeições diárias. Por conseguinte, a nação verde-amarela caracteriza-se por um país que se preocupa pouco com o essencial para todos os cidadãos, resultando em uma sociedade “doente”, não apenas por problemas de saúde que são desencadeados pela má alimentação, mas por um país que possui recursos, priorizar outros “problemas”, que na balança, são considerados maiores.

Ademais, é fundamental abordar sobre as desigualdade socias como um fator primordial nesse problema recorrente no Brasil. Sob essa afirmativa, Hannah Arendt defende em seu princípio, Espaço Público, a inclusão dos oprimidos, tentando assim, garantir vida digna à todos. Dessa maneira, é possível fazer uma analogia ao tema proposto, já que há uma desigualdade na distribuição alimentícia, sendo necessária a inclusão de todos de forma mais justa e igual. Dessa forma, a sociedade capitalista e a preocupação com o seu bem-estar individual transformou ainda mais uma sociedade deturpada, que não atenta-se para os pontos negativos que a fome e a forma correta de alimentar-se traz aos cidadãos, danos até mesmo irreversivéis, como hipertensão arterial. Por subsequente, essa prática cresce a cada dia, deixando cada vez mais de lado, a prática da empatia.

Portanto, são necessárias medidas para a má distruição dos alimentos na vida dos cidadãos. Dito isso, o Poder Executivo, em parceria com o Tribunal de Contas da União,que é responsável por fiscalizar e aprovar feitos públicos, por meio de políticas públicas, deve organizar-se para que haja distruição de alimentos aos cidadãos como cestas básicas a fim de que melhore a qualidade de vida de todos. Assim como, o Governo deve rever a distruição de capital entre as pessoas, de forma que seja mais justa e igualitária. Com essas ações, espera-se viver em um lugar “sem pedras” como no poema de Carlos.