A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 19/08/2021
A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a alimentação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a fome no Brasil, dificultando deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a fome. Nesse sentido, diversas famílias brasileiras não estão tendo o que comer a mesa. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indipensáveis, como a alimentação, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar o desemprego. Segundo o IBGE, o Brasil tem por volta de 12 milhões de desempregados. Diante tal fato exposto, é notório que a falta de emprego faz com que o cidadão não tenha condições financeiras para alimentar a família e nem a si mesmo. Logo é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso é imprecindível que o Governo, por intermédio da implementação de programas a fim de combater o desemprego e principalmente a fome. Assim, se consolidará uma sociedade mais igualitária, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afima Jonh Locke.