A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 21/08/2021

Em princípio, ao analisar a questão da fome no Brasil, e os fatores motivadores desta, deve-se primeiro pensar que horas são. No ano de 2021, ainda lutando contra a pandemia gerada pelo Coronavírus, o desemprego chega a mais de 14%, e o índice de insegurança alimentar segue crescendo, segundo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em um momento marcado pela dúvida de uma renda fixa e uma crise sanitária em um país desigual, a fome é fator agravante. Precisa-se, então, entender a relação entre a fome, o desemprego e a pandemia da Covid19, de modo a pensar soluções para o problema.

Decerto, o desemprego é fator decisivo no crescimento da insegurança alimentar. Dados do IBGE de 2018 dizem que o valor mínimo para se alimentar adequadamente é superior à despesa efetiva das famílias brasileiras, explicitando que o dinheiro ganho é insuficiente para alimentação. Então, considerando o desemprego, o dinheiro para alimentação, antes insuficiente, agora sequer existe. Desse modo, compreende-se claramente que a insegurança empregatícia, agora agravado pela pandemia e a exigência de qualificação, é inerente à fome.

Além do desemprego, outro fator agravante no aumento da fome no Brasil é a pandemia. Como uma das medidas de segurança pública contra a Covid19, o isolamento social se fez necessário, forçando o fechamento de milhares de escolas públicas por todo o país. A alimentação escolar é direito garantido a todos alunos matriculados na rede pública de educação, assegurado pela Constituição federal do Brasil e supervisionada pelo PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar). Em decorrência ao fechamento das escolas, milhares de alunos, muitos dos quais a única fonte de alimentação saudável era durante o dia letivo, perderam esse recurso. Desse modo, evidencia-se mais uma faceta da crise sanitária atual e a forma brasileira.

Assim sendo, para superar os fatores agravantes da fome no Brasil, uma ação primordial a ser tomada é gerar renda segura às famílias brasileiras e apoiar as fontes geradoras de alimentação grátis e de qualidade existentes. Em curto prazo, o Auxílio Emergencial já realizado pelo estado, no ano de 2020, pode ser fator decisivo, mas, em longo prazo, gerar mais empregos e qualificação profissional é essencial. Isso pode ser feito ao incentivar o ensino e investir nas escolas públicas, por meio do Ministério da Educação, de modo a atrair mais jovens ao mesmo tempo em que oferece mais recursos aos estudantes. Portanto, investir nas escolas é uma a solução iminente, já que a alimentação garantida pela rede de ensino também será fortalecida, combatendo a fome de maneira mais imediata,