A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 21/08/2021
Por que a fome voltou a assombrar o Brasil?
Luís Inácio Lula da Silva, ex-presidente da república, ativista político e metalúrgico, viveu boa parte de sua infância as dificuldades do sertão pernambucano e a desigualdade social na região do ABC paulista e da baixada santista. Com o intuito de mudar estes cenário, filiou-se ao sindicato e concorreu as eleições para presidente anos depois, com o principal intuito de resolver a questão da fome no Brasil, visto a desigualdade social e regional que a nação vivia e também sanar a constante falta de políticas públicas para resolver este problema.
Aliada a alta proporção territorial, o Brasil é o sexto país mais populoso do mundo segundo as estatísticas da ONU (Organização das Nações Unidas), e com um PIB estimado em pelo menos 1,84 trilhões de dólares pelas medidas do banco mundial. Porém mesmo estando entre as 20 maiores economias mundiais, o Brasil é também um dos países mais desiguais do mundo, com um IDH que deixa muito a desejar comparado aos países com as mesmas proporções territoriais e econômicas, e com mais de 7 milhões de pessoas estando em um estado de vulnerabilidade alimentar segundo o IBGE, com a maior concentração delas nas regiões norte e nordeste do país.
A falta de desenvolvimento nas regiões mais vulneráveis e a escassez de políticas públicas são fatores estritamente notórios em nossa nação, e com as recentes ações do atual governo em incentivar menos a ação estatal e mais o livre mercado, a tendência é que a situação tenda a se agravar cada vez mais, visto que estas medidas neoliberais favorecem grandes polos industriais e econômicos como as regiões sudeste e sul. É uma grande perda para o país e para a população local, tendo em vista do grande potencial econômico da região, como as matrizes energéticas eólicas e solares não são aproveitadas.
E levando em consideração os seguintes aspectos, vale ressaltar que o Brasil tinha superado a fome durante o governo de Lula com o programa “fome zero”, com políticas públicas de auxílio a população e as regiões vulneráveis e estímulo da produção agrícola para o consumo interno, diferentemente das políticas de exportação do atual governo que gerou o encarecimento dos alimentos. Conclui-se então que há de retormar estas medidas estatais de auxílio econômico para a população e a volta do estímulo ao mercado interno, visto anteriomente que funcionaram e retiram o Brasil do mapa da fome da ONU.