A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 24/08/2021

A pandemia mundial do coronavírus influenciou diretamente na maior incidência de diversos problemas sociais, entre eles a fome, a qual matou bem mais que o próprio Covid-19. De acordo com dados da OMS, a fome mata mais de 10 pessoas por minuto no mundo. Nesse sentido, é necessário analisar a questão da fome no Brasil, além disso, é importante observar as negligências governamentais e as desigualdades sociais como causadores de problemas relacionados ao tema.

É crucial ressaltar, em primeiro plano, a ineficácia do Estado no combate à fome. Sobre isso, o estadista alemão Goethe afirmava que a maior necessidade de um Estado é a de ter governantes corajosos. Sob esse viés, infere-se que o governo deve ser agente ativo e eficaz na efetuação de ações positivas e impactantes que melhorem a qualidade de vida da população, dessa forma, problemas sociais, como a fome, são frutos de uma passividade governamental. Ao encontro disso, a fome é um problema constante no Brasil, evidenciando um descaso estatal cíclico, que molda uma presença longínqua da problemática no país. Por conseguinte, diversas camadas populares sofrem com a falta de alimentos e encontram-se em situação de miséria.

Em segundo plano é importante destacar as desigualdades sociais e seus desdobramentos relacionados à fome no país. Acerca disso, o físico Albert Eistein afirmava que seu ideal político é a democracia, na qual todo home é respeitado e nenhum é venerado. De encontro a isso, o Brasil moldou-se em um processo elitista, no qual as parcelas sociais mais pobres tem acessos dificultados a direitos e a uma qualidade de vida ideal, em detrimento aos mais ricos, os quais gozam de diversos privilégios. Portanto, a fome no país está diretamente ligada com a marcante presença da desigualdade social, a qual marginaliza e inferioriza a populaçao brasileira mais pobre. Como consequência, as constantes diferenças sociais atuam como agentes perpetualizadores da fome no Brasil.

Infere-se, portanto, a necessidade de analisar a questão da fome no Brasil. Nesse sentido, é importante que o Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, setor governamental responsável por formular e legitimizar políticas para promover os direitos dos cidadãos, desenvolva, através do diálogo com a sociedade civil e do aumento da parcela de investimentos, um Plano Nacional de combate à fome, o qual possa visar um acesso facilitado e igualitário a esse direito essencial, para promover uma melhor qualidade de vida para as camadas socais mais pobres.