A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 26/08/2021
No livro “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, o autor retrata a vida miserável e a fome enfrentada por uma família de retirantes sertanejos. Hodiernamente, esse livro assemelha-se com a problemática da fome no Brasil, na qual é potencializada pela seca somada à desigualdade. Nesse contexto, é indubitável que a negligência governamental e a desigualdade social contribuem para a grave existência da fome, sendo necessárias ações para resolver esse problema.
A priori, vale ressaltar a Constituição Federal de 1988, que garante os direitos básicos como a alimentação à todos cidadãos. Entretanto, o poder executivo não efetiva esse direito, uma vez que, principalmente durante a seca, o alimento não é garantido à todos brasileiros. Consoante Aristóteles, a política se preocupar com a felicidade coletiva, contudo, é um conceito deturpado, levando em conta que o país prioriza a exportação dos produtos agrícolas, ao invés do consumo interno.
Outrossim, sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos possuem a mesma importância. No entanto, percebe-se que, no Brasil, a real falta de alimento é decorrente da desigualdade social, visto que, tristemente, ainda há a má distribuição de renda na sociedade. Consequentemente, a riqueza se concentrar nas mãos da minoria e a miséria é evidente em todo território nacional, principalmente na região do nordeste, sendo necessárias medidas.
Dessa forma, cabe ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, juntamente com o Poder Executivo, garantir o direito à alimentação através do investimento governamental em programas que oferecem cestas básicas às famílias carentes e assistência de renda. Além disso, cabe ao Ministério priorizar o consumo interno do país, a fim de garantir a alimentação à todos indivíduos. Com essa medida em vigor, é possível distanciar a realidade brasileira da miséria retratada no livro.