A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 01/09/2021

O Brasil até se tornar uma república foi um país de favorecimento absoluto para os homens brancos, alfabetizados e grandes proprietários de terras. Sendo eles a minoria da população brasileira, grande parte do país vivia em condições extremas e grande parte deles com fome por serem desfavorecidos socialmente e não tendo chance para se sustentar. Desse modo, a questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores começaram desde o Brasil Colônia e foram se estabelecendo graças a negligência governamental e a falta de empregos.

Primordialmente, vale ressaltar que a negligência governamental com a fome no país vem se tornando mais precária. A condição de fome de 2018 para 2020 teve um aumento de 9 milhões de pessoas, totalizando 19 milhões de brasileiros em situação de fome. Graças ao fim de vários programas que estimulavam a agricultura familiar, a análise dos especialistas é que a fome continue crescendo caso o governo não crie novos programas como os de outrora para estimular a agricultura familiar.  Sendo assim, um enorme fator motivador da fome é o governo.

Ademais, a falta de emprego mediante as crises como a pandemia tem um crescimento absurdo, com muitas pessoas perdendo seus empregos e muitas outras sequer conseguindo vagas. Essa situação para pessoas que não têm empregos e não têm como se sustentar os coloca em uma situação análoga ao filme “Poço” da Netflix, onde muitas vezes por falta de comida, dinheiro e moradia acabam comendo o que encontram pela frente, como restos no lixo. Agregando para o alastramento da fome no país.

Por fim, constata se que o desfavorecimento social é o maior dos fatores da fome no Brasil. Desse modo o governo federal juntamente com ONGs de causas sociais, devem prestar mais assistência às pessoas que não tem condições de comer por meio de abrigos, fornecimento de comida e água para banho para que as condições extremas sejam o mais próximo possível da erradicação no país e todos tenham condições mínimas dos direitos humanos, não só os mais favorecidos.