A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 27/08/2021

Embora a Constituição Federal de 1988 assegure que a alimentação é um direito fundamental,percebe-se que,no atual cenário brasileiro,não há o cumprimento dessa garantia.Todavia,com o início da pandemia da Covid-19 e o aumento do desemprego no Estado,  agravaram o gradiente de pobreza e tornaram a fome uma contante social,seja por falta de políticas públicas na geração de emprego e renda,seja pela mà distribuição de alimentos.

Mormente,deve-se destacar, que as exportações das commodities brasileiras  corroboram para a problemática.Segundo a ABIA(Associação Brasileira de Industria de Alimentos),o Brasil exporta comida para mais de 180 países.No entanto,o país tornou-se o terceiro maior exportador no mundo de commodities, sendo contraditório com a realidade brasileira,pois abastece uma sexta parte da população mundial  através do agronegócio,deixando a agricultura familiar como fornecedora de alimentos para a nação.A fome é registrada principalmente em áreas rurais ,onde vivem pequenos produtores que cultivam para a sua  subsistência ,uma vez que ,estão sujeitos à pobreza e ao progressivo distânciamento de políticas públicas de segurança alimentar e nutricional.

Ademais,é válido destacar,que com o avanço da pandemia e do desemprego,a fome nas grandes cidades tornaram-se cada vez mais evidente.A regição nordeste conta com cerca de 7,7 milhões de pessoas em situação de fome, sendo que familias chefiadas por mulheres e casas habitadas por negros e pardos se encontravam sem acesso a alimentação segundo o IBGE.Tal problemática mostra que sem medidas eficazes o país não sairá desse panorama,então é necessário  uma maior distribuição de alimentos nas cidades e a volta de programas sociais, à exemplo o “Prato Cidadão” que  foi extinto no estado do amazonas no qual tinha como objetivo oferecer alimentação com um baixo custo para as pessoas.

Portanto,percebe-se a importância de planejamento dos estados para garantir uma distribuição de alimentos para as regiões mais carentes, tanto da zona rural quanto das cidades.O Poder Executivo como mediador dos interesses coletivos, deve promover políticas públicas  nas quais visam na geração de emprego, e em parceria com empresas ,oferecer  cursos proficionalizantes para  garantir uma chance de superar esses entraves.Somente com essas medidas, a nação poderá superar a fome e a pobreza que assola tantas familias no país,bem como uma melhor qualidade de vida  e o direito a alimentação que é garantida pela Carta Magna.