A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 28/08/2021

Durante o reinado de Luís XVI na França, o país sofria com grande instabilidade econômica, afetando o abastecimento de alimentos para a população que passava fome enquanto a nobreza esbanjava em festas e banquetes, fato que desencadeou a Revolução Francesa em 1789. Paralelamente a isso, tal prorrogativa, tem semelhanças com a atualidade quando se observa a questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores. Tal cenário possui raízes como a desigualdade social da nação e o fato da majoritária parte das produções agrícolas serem produtos de exportação.

Em primeiro plano, é válido ressaltar a má distribuição de subsídios na sociedade brasileira. De acordo com o inquérito realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, nos últimos meses do ano passado 19 milhões de brasileiros passaram fome e mais da metade dos domicílios no país enfrentou algum grau de insegurança alimentar. Sob esse prisma, é notória a desigualdade social, no qual diversas famílias vivem em situações precárias por não obterem um emprego ou até por receber um salário escasso que não consegue suprir as necessidades básicas de um lar. Por conseguinte, o quadro da fome no país se agrava para uma grande parte da população enquanto os ricos vivem com excessos.

Outrossim, destaca-se a falta de proteção ao mercado nacional. Nesse viés, na ideia do contratualista Jonh Locke, tem uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como uma alimentação saudável. Diante disso, observar-se que as zonas rurais, como que possuem a agricultura mais desenvolvida, são as regiões que dispõem maior índice de fome, visto que a maioria da produção é para exportação, assim os camponês não recebe um retorno justo do seu trabalho e vive em condições desumanas. Assim, como relações econômicas no mercado interno se mostram desiguais e contraem o pensamento lockeano

Portanto, urge a necessidade de atenuar a questão da fome no brasil. Logo, o Ministério da Cidadania deve, por meio de campanhas nas mídias sociais e visitas nas residências brasileiras, promover atendimento e fornecimento de subsídios - como o Bolsa Família- para famílias carentes, a fim de erradicar a fome no Brasil. Ademais, é dever das Secretarias Municipais de Cidadania, mediante o programa fome zero, através de um projeto voluntário, realizar a doação de cestas básicas para comunidades e municípios rurais de baixa renda que sofrem com a insegurança alimentar garantindo assim uma dieta nutricional aos brasileiros. Desse modo, o Brasil se afastará do sombrio passado francês governado por Luís XVI.