A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 28/08/2021

De acordo com a Constituição Federal do Brasil, é dever do Estado, segundo a alteração número 64, a asseguração da alimentação entre os direitos sociais. Entretanto, o não cumprimento dessa lei se torna evidente, pois fatores como a má distribuição de renda e o desperdício tornam esse objetivo isso cada vez mais difícil. Com base nisso, é simplório não notar que a questão da fome brasileira vem piorando ao longo dos anos.

Na primeira análise, a questão da má distribuição de renda no país é de origem histórica. À vista disso, de acordo com o G1, o Brasil tem a segunda maior concentração de renda nas mãos de uma pessoa, o que explica perfeitamente a pobreza de grande parte da sociedade brasileira. Desse modo, a fome tem ligação direta com a desigualdade, visto que alimentos custam dinheiro, isto é, a renda, que, na maioria das vezes, não é suficiente.

Outrossim, o mundo produz muito mais alimento do que é consumido e mesmo assim como as pessoas ainda morrem de fome. Porém, mesmo sendo contraditório, a explicação desse dilema é simples: grande parte dessa comida é simplesmente desperdiçada. Dessa maneira, conforme a Oxfam, o Brasil tem potencial agrícola para alimentar toda a população, porém exporta a maior parte de sua produção e transforma a outra em ração para gado, dado que não existe lei destinando a produção para consumo interno.

Convém, portanto, ao governo, na figura do presidente Jair Bolsonaro, em parceria com a ANVISA, elaborar programas de redistribuição de renda e investir esse dinheiro nas empresas produtoras de alimento. Por conseguinte, essas ações visam evitar desperdícios e ao mesmo tempo resolver o problema da concentração de capital nas mãos uma minoria. Assim, o papel do Estado garante a ordem e o progresso da nação, bem como a alimentação de qualidade.