A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 02/09/2021
O romance filosófico “Utopia”, criado pelo escritor Thomas Morus no século XVI, que retrata uma civilização idealizada e com padrões perfeitos, onde os fatores sociais são altamente assegurados, não havendo conflitos e problemas. Tal obra fictícia, mostra-se distante da realidade quando se discute a questão da fome, problema ainda a ser combatido no Brasil. Esse panorama lamentável ocorre não só em razão da omissão governamental, mas também do comportamento social. Desse modo, torna-se fundamental a análise dessa conjuntura para reverter esse quadro.
Primeiramente, é lícito postular a passividade governamental no combate ao revés supracitado. Para entender essa lógica, alude-se ao pensamento do contratualista John Locke, o qual, em seu contrato social, afirmou que o estado deve garantir os direitos imprescindíveis dos indivíduos. Ao observar, no entanto, a falta de incentivo do governo para resolver a questão da fome no país, onde os a situação econômica de muitos brasileiros não possibilita que se alimentem, e o Estado não , logo, nota-se um rompimento no pacto estabelecido pelo filósofo. Dessa forma, o número de pessoas com fome continua crescente.
Ademais, é incontestável a importância do comportamento para a fome no Brasil. Nesse sentido, o sociólogo George Simmel, fala em “Teoria Blasé” sobre a indiferença social e os problemas que ela traz. Diante disso, é evidente que uma das causas do problema da fome é o individualismo exarcebardo, onde grande parte da população se preocupa apenas consigo mesmo, não tentando resolver o debate da fome, onde poucos se esforçam para ajudar o próximo, por meio de doações ou outras ações fundamentais. Assim, afirmando a teoria de Simmel no meio social.
Infere-se, portanto, a necessidade de mitigação dos entraves em prol da diminuição da questão da fome no Brasil. Assim, cabe ao Congresso nacional, mediante o aumento do percentual de investimento, o qual será proporcionado por uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias, ampliar programas sociais, como o bolsa família e o FGTS emergencial, para atender as questões econômicas das pessoas mais necessitadas e que passam fome. Além disso, é fundamental a criação de um pensamento coletivo, por meio da criação de palestras e debates que intensifiquem a importância de ajudar as pessoas. Dessa forma. poder-se-ia concretizar a “Utopia” de Morus na sociedade brasileira.