A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 19/10/2021
A obra “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto, retrata a realidade nordestina vítima da desigualdade social, da seca e do desemparo do Estado. Esses fatores motivam a questão da fome no Brasil, que permeia todo o poema, assim, urge intervir para garantir uma vida digna para a população afetada.
De início, a desigualdade social e problemas ambientais moldam o cenário da fome no país. Isso, pois, a pobreza, decorrente da má distribuição da renda, limita o acesso das à alimentos, bem como, a destruição do meio ambiente afeta o clima, aumentando a seca, por exemplo, o que diminuiu a produção de alimentos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estátistica, quase 3,5% da população vive essa realidade, dado alarmante, que afeta, principalmente, o norte e o nordeste, povoado por vidas severinas.
Além disso, a exportação é um agravante do problema da fome, impulsionada durante o Governo Bolsonaro, uma vez que, a produção de alimentos nos estados do Sul, Sudeste e Centro-oeste é exponencialmente maior do que o indispensável para população. Logo, a questão também é um problema de desamparo do Estado, já que o Artigo 6 da Constituição Cidadã garante o direito à alimentação e à saúde do corpo social. Assim, infelizmente, a fome já se extente com mais intensidade que antes por todo o país, pois a baixa disponibilidade encarrece os alimentos e regiões do Rio Grande do Sul também convivem com o problema, noticiado com frequência na RBSTV.
Portanto, a fim de minimizar os impactos da fome na sociedade e garantir os direitos dos cidadãos, cabe ao Estado impor limites para a exportação, garantindo que os alimentos sejam suficientes e bem distribuidos para todas as regiões do país, de acordo com dados do IBGE atuar nas áreas de maior desigualdade e dificuldades ambientais. Ademais, é indispensável que o Governo provenha verba para instituições de ensino superior pesquisarem como melhorar a produção de alimentos na região norte e nordeste, para assegurar a autonomia desses Estados.