A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 02/09/2021
Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não haveria pobreza no mundo e ninguém morreria de fome, essa é uma citação de Mahatma Gandhi que define perfeitamente o cenário atual, poucos com muito e muitos com pouco. A fome ainda uma realidade dura não superada pelo Brasil.
O Brasil havia saído do mapa de insegurança alimentar, mas com a pandemia de covid-19 voltou a viver tal realidade de forma intensa. O coronavírus atingiu diretamente o mercado financeiro do Brasil e do mundo, causando desempregos e atrasos escolares em massa e como consequência trouxe uma onda de fome.
Há uma falta considerável de amparo governamental. A alta dos preços dos alimentos têm feito famílias racionarem alimentos ou substituírem por outros de qualidade inferior, sequer tendo a certeza se terão condições para comprar a próxima refeição. As grandes empresas lucram com a insegurança alimentar da população, criando aumentos absurdos em alimentos básicos e forçando consumidores a pagarem preços abusivos, empresas essas cujos donos detém condições financeiras superiores à da população em geral.
Urge em meio a crise financeira e alimentar do Brasil a intervenção do governo, como a volta de programas de combate a fome que foram extintos durante o governo Bolsonaro. Cestas básicas devem ser distribuidas para alunos de escolas públicas, assim provendo a alimentação da família e mantendo jovens na escola. Para que a fala de Mahatma Ghandi seja acatada, grandes empresários também devem contribuir, assim dividindo o muito com quem tem pouco.