A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 01/09/2021
A Organização das Nações Unidas (ONU) cunhou o conceito de “segurança alimentar” para assegurar a importância da alimentação tendo em vista a erradicação da fome no mundo. Apesar disso, no Brasil, tal problema persistente presente na vida de milhares de brasileiros em razão da desigualdade social que impede o acesso aos alimentos e, por consequência, resulta no aumento de casos de subnutrição e prejuízos ao desenvolvimento. Nota-se, portanto, a necessidade de medidas para reduzir a fome no país.
Em primeira análise, considera-se que a desigualdade social é um fator preponderante para a manutenção desse impasse. Nesse sentido, uma autora brasileira Carolina Maria de Jesus relata, na obra “Quarto de Despejo”, uma experiência pessoal, na qual necessitou, para garantir a alimentação diária, vender latinhas de alumínio encontradas na rua. Diante disso, fica evidente que uma parte da população encontra-se marginalizada e não possui recursos financeiros que afetam a compra de alimentos básicos para a sua alimentação. Ou seja, a exclusão mantém-se no cerne da questão relacionada à fome. Dessa forma, organizar ações que visem à diminuição das desigualdades é essencial para a resolução do problema.
Ademais, casos de subnutrição e desnutrição são recorrentes em países que atendem com o problema da fome. Nesse contexto, sabe-se que uma dieta saudável possui recomendação de ingestão diária de vitaminas para o bom funcionamento do corpo. Sob essa perspectiva, o filósofo grego Hipócrates considera o equilíbrio como meio fundamental para o bem-estar, o que vai de encontro à situação vivenciada pelos milhares de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza e não possuem condições para iniciar o mínimo recomendado. Dessa maneira, uma alimentação precária afetada diretamente a qualidade de vida, desencadeando a baixa nutrição, retardamento do crescimento infantil e do desenvolvimento físico e mental.
Infere-se, logo, a urgência da resolução da questão relacionada à fome no Brasil. Para tanto, cabe ao governo federal promover o direcionamento de verbas, por meio de políticas públicas, para a criação de programas - como a “Fome Zero” - que visem à distribuição de renda, a fim de aumentar o poder econômico e, consequentemente, o poder de compra da população, garantindo as condições mínimas necessárias para a aquisição de alimentos básicos. Tal medida visa, de maneira precisa e democrática, à redução da fome no Brasil e à aproximação, cada vez maior, da erradicação desse mal em todo o mundo.