A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 06/09/2021
A Magna Carta brasileira assegura o direito humano à alimentação. No entanto, essa jurisprudência é contestada, uma vez que há a problematização envolta da questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores. Inquestionavelmente, essa falha ocorre devido à insuficiência de palestras de ensino, em escolas e faculdades, voltadas para a importância da democratização do acesso a alimentos e á falta de regulamentação de leis que visam reduzir as desigualdades presentes no país a fim de extinguir o problema da subnutrição que está evidente na sociedade contemporânea.
A princípio, deve ser ressaltado que o Estado falha ao não promover debates, em instituições de aprendizagem, sobre as causas da fome na federação. Indubitavelmente, modalidades de ensino focadas na redução da desigualdade do acesso à alimentação são necessárias, mas a falta de incentivo governamental nessas discussões, acarreta o estabelecimento de mais um fator motivador para a subnutrição. Outrossim, a carência de apoio dos órgãos legislatoriais a essa lecionação tem como seguimento o desconhecimento das massas sobre a questão da lazeira na nação, fato esse que contribui para o precedente dessa problematização. Por conseguinte, da falta de investimento governamental e da inépcia da população, a desinformação populacional continuará a ser uma motivação para a desnutrição no Brasil, afirmação que é exemplificada pelo BBC News, com 19 milhões de pessoas em situações de carência alimentar no território brasileiro, em 2020.
Além disso, é de conhecimento público que a exiguidade de regulamentação de leis, é um dos motivos para o aumento do índice de fome no país. Sob o mesmo ponto de vista, segundo o veículo de informações UOL, as leis existentes, como o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, que assegura o direito a alimentação adequada para os cidadãos brasileiros, são uma previdência, mas somente com os decretos regulamentares são determinados os detalhes de como uma diretriz irá agir. Visto isso, é evidente que sem a estandardização, os índices de subnutrição da população brasileira continuarão crescendo, circunstância essa que, conforme o G1, acarretou o acréscimo de 3 milhões na quantidade de pessoas em situação de subalimentação, no ano de 2020.
Em suma, com a falta de palestras de ensino e o desprovimento de regulamentação de leis, urge que o Ministério da Educação, junto ao Ministério da Saúde, organize palestras mensais, por meio de anúncios em meios de comunicação on-line, que permitirão o diálogo entre os participantes, para politizar a população sobre a questão da fome no Brasil. Ademais, promover assembleias públicas, em organizações de ensino, para instruir as massas sobre as causas da subalimentação no país, o que resultará em uma nação informada, com o efeito de criar cidadãos mais conscientes.