A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 08/09/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito à alimentação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o a questão da fome no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais eficientes para combater o problema. Nesse sentido, são visíveis os efeitos da pandemia e a inflação nas alturas ficou muito mais difícil se manter estável, e mesmo assim o ministro da economia ainda questiona qual o problema das contas aumentarem. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a alimentação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a pobreza, questões naturais, reforma agraria precária, falta de emprego entre muitos outros, como impulsionador do problema no Brasil. Segundo a rede “PENSSAN” a situação de fome grave no Brasil bateu 9% na pandemia, e o presidente da republica afirmou que não havia tal problema no país e logo se pronunciou novamente e voltou atrás com sua palavra. Diante de tal exposto, é revoltante observar o posicionamento dos nossos políticos e do próprio presidente diante dessa situação Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo por intermédio de dinheiro dos impostos que são arrecadados em níveis absurdos atualmente façam distribuição de alimento em todos as regiões, para quem necessita, a fim de diminuir a fome.