A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 09/09/2021

Segundo uma pesquisa realizada pela Penssan em 2020 (Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar Nutricional) no Brasil cerca de 19 milhões de brasileiros estão em situação de fome. Em 2018, esse número era de 10,3 milhões. O crescimento desta revelação estatística uma séria crise de ordem ambiental e social que precisa ser discutida pelos nossos governantes.

Cabe mencionar que não é de hoje que o Brasil sofre com uma desigualdade social, considerando que tal problema acompanhado o país desde o período colonial, avançando nas capitanias hereditárias e chegando vivo até nossos dias. É verdade que essa situação foi ainda mais agravada durante o período da ditadura militar que consagrou uma frase ficou bastante conhecida: “primeiro crescer, depois distribuir”.

Vale ressaltar que, segundo dados da PNAD covid-19, no final de julho de 2021, cerca de 41 milhões de pessoas estavam desempregadas. O auxílio emergencial que foi aprovado no Congresso Nacional evitou efeitos ainda mais extremos em relação à fome. No entanto, na última prorrogação da medida foi reduzida, e prevê que acabará no mês de dezembro. É inadmissível aceitar que o quarto país maior produtor de alimentos do mundo preciso conviver com patriotas experimentado a miséria do prato vazio em suas mesas.

Portanto, diminuir os números de índices de fome no Brasil, cabe ao Governo proporções para garantir o abastecimento das mesas dos trabalhadores mais pobres, com preferência sobre a política nacional de exportação de alimentos. Atualmente, pobres e ricos pagam o mesmo imposto sobre os alimentos básicos, passando por cima de um princípio tributário que orienta a cobrança consoante a capacidade contributiva. Acredito que a aplicação de alíquotas diferenciadas para as pessoas de baixa renda vai aumentar o poder de compra dos brasileiros na cesta básica e diminuir a fome de milhões de brasileiros.