A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 12/09/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º o direito à alimentação como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, tal prorrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores. Tal cenário se deve pela desigualdade social na nação, bem como grande parte das produções agrícolas objetos de exportação.

Primeiramente, a grande desigualdade social é um dos grandes motivadores da fome no país. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 25,4% da população vive na linha de pobreza, e o maior índice se dá na região Nordeste, onde 43,5% da população se enquadra nessa situação. Em todos os casos, a pobreza tem maior número nos domicílios no interior do que nas capitais, o que mostra não só os problemas climáticos que acometem a região, como a seca que ameaça a agricultura, mas também o descaso com uma população nordestina com a falta de planejamento de recursos emergenciais.

Ademais, uma negligência do Poder Público frente a essa situação é indubitável. A Constituição federal a todos os brasileiros o direito a alimentação. Entretanto, há uma discrepância entre a realidade excludente vivida por uma parcela natural da população, e o que defende esse instrumento jurídico. Embora vários programas sociais criados pelo governo, um exemplo o bolsa família e fome zero, tenham atenuado esse triste cenário, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aproximadamente 13 milhões de pessoas passam fome no país, o que confirma que uma problemática precisa ser resolvida.

Diante dessa problemática, a fim de combater a fome e os seus fatores motivadores, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome deve ampliar o Bolsa Família e a Minha Casa Minha Vida por meio do aumento nos investimentos e abrangência nacional desses recursos. Além disso cabe ao Governo Federal uma suspensão da “Pec 55” desenvolvendo outros meios de restrição orçamentária, para que, assim, não seja preciso sacrificar a saúde e a educação da população. Ademais, os Municípios com o intuito de solucionar o problema a curto prazo, pode aumentar a distribuição das refeições no ambiente escolar no início meio e fim das aulas. Logo, cenas como essa vista no DF pode deixar de ser uma utopia e o país desenvolver dá um importante passo rumo à justiça social.