A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 12/09/2021
Segundo a Constituição brasileira, o estado tem a responsabilidade de garantir a saúde, educação, moradia e alimentação de todas as pessoas, indistintamente. Porém, há uma grande diferença entre os direitos instituídos nos tribunais e os direitos vivenciados cotidianamente, pois o Brasil estar entre os países mais desiguais do mundo se caracteriza por graves desigualdades sociais e econômicas, o que limita a consolidação desses direitos a determinadas classes, e também leva a altas taxas de fome no país.
Inicialmente, é importante enfatizar a distribuição desigual de subsídios na sociedade brasileira. De acordo com levantamento do IBGE, existem mais de 7 milhões de pessoas passando fome no Brasil. Esse fator é decorrente da notória desigualdade social, pois várias dessas famílias vivem carentes, em outras palavras são privados de necessidades básicas de sobrevivência, passam por situações porque não encontraram um emprego digno, ou mesmo porque são mal remuneradas e não podem sustentar os pais. Por meio desses depoimentos, notou-se a urgência de se corrigir essa situação no país.
Ademais, a discrepância na distribuição de renda dos brasileiros é um fator relevante para o aumento da fome no país. De tal forma que, enquanto a maioria detém de uma parcela mínima de toda economia nacional, a minoria, ou seja, os mais ricos detém a maior parte de todos os recursos econômicos do país. Como consequência, o Índice de Desenvolvimento Humano revelou que o Brasil está entre as dez nações mais desiguais, tal qual 75,6% de toda a riqueza local concentra-se nas mãos de apenas 10% da população. Assim sendo, a escassez de alimentos é o seguimento da grande desigualdade no acúmulo de capital existente entre as classes sociais, o que favorece o consumo exacerbado de uns e limita os de outros.
Em suma, é notório que os direitos constitucionais dos cidadãos não são cumpridos conforme exigido pela lei, que infelizmente permanecem apenas no papel. Como resultado, as necessidades básicas de sobrevivência são, em última análise, limitadas às pessoas mais pobres. Em primeiro lugar, o governo do estado deve expandir os programas sociais, como o programa Bolsa Família, que se mostrou relacionado ao acesso à assistência financeira das famílias mais carentes, e o programa Fome Zero, que visa erradicar a fome em áreas pobres e para garantir a segurança alimentar da família. Uma boa forma de expandir esses projetos é realizar um trabalho conjunto nas cidades mais pobres do estado para cadastrar e rastrear essas famílias. Assim, por meio dessas ações, o país poderá ampliar a inclusão social das minorias e, assim, eliminar gradualmente a fome do país.