A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 13/09/2021
Na produção literária “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, é retratada uma família pobre que sofre por conta da insegurança alimentar no Nordeste brasileiro. Fora da ficção, casos como esse são frequentes e motivados por desigualdades sociais e crises geradas pelo elemento ambiental. Logo, entender a questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores se faz essencial.
Precipuamente, apontam-se as disparidades socioeconômicas como aspecto agravante da fome. Nesse contexto, com base na teoria marxista, a sociedade está inserida no modo de produção capitalista que, segundo ela, gera e mantém as desigualdades sociais. Dessa forma, a má distribuição de recursos deriva dessas diferenças e corrobora para permanência da fome no cenário nacional, visto que o fator social e o econômico estão intrinsecamente ligados. Portanto, elaborar medidas para minimização da referida problemática pode ser caminho promissor.
Outrossim, podem-se citar crises causadas por desastres naturais, como infestação de pragas, secas e mudanças climáticas. Nesse cenário, destaca-se a severa seca de 1915 como exemplo de momento histórico em que a natureza influenciou para o agravamento da fome. Dessa maneira, é possível dizer que ações naturais indiferentes ao controle humano também impactam no âmbito econômico e social. Destarte, percebe-se que existem fatores independentes da vontade e influência do homem.
Indubitavelmente, a ocorrência de pobreza extrema e fome no Brasil é preocupante e exige medidas mitigadoras. Então, propõe-se ao Ministério da Economia, regulador do sistema monetário brasileiro, a elaboração de um programa de auxílio econômico para pequenos agricultores, a fim de reduzir desigualdades sociais na zona rural por meio de uma melhor aplicação dos impostos nesse setor. Somente assim, alcançar-se-á uma melhor qualidade de vida no país para uma parcela da população que, atualmente, não a possui.