A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 09/09/2021

Em 2020, 19 milhões de pessoas viviam em situação de fome no país, segundo o Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da covid-19 no Brasil. Apesar desta informação estar inserida no contexto da pandemia, a fome no Brasil é um mal que tem sido presente desde sempre. A desigualdade social e distribuição de alimentos para exportação são fatores que tornam essa problemática não resolvida.

Primeiramente, a desigualdade social tem grande papel no aumento da fome. Segundo Malthus, a produção alimentícia cresce de forma aritmética enquanto a população cresce de forma geométrica, assim a disponibilidade de alimentos não seria suficiente ao mundo. Apesar de tal teoria ter sido invalidada, a disponibilidade de alimentos é prejudicada pela barreira de preço. Nesse contexto, pessoas de baixa renda não possuem oportunidades de adquirir alimentos por não terem emprego ou salário digno para comprar comida.

Em adição à isso, outro fator para a fome é a distribuição desigual de alimentos. Apesar de ser um país de produção agrícola bastante grande, as zonas rurais são as regiões que possuem o maior índice de fome, além de maior parte da produção não ser distribuída para o mercado interno, uma vez que a monocultura tem como objetivo a exportação, pois grande parcela da produção é destinada à nutrição animal em países desenvolvidos. É importante que haja melhor distribuição de alimentos e também renda para maior igualdade aos grupos sociais.

Em virtude do exposto, cabe ao Ministério da Cidadania fornecer alimentos e atender aos grupos sociais, por meio de visitas e campanhas nos meios de comunicação. Também é interessante o Ministério de Trabalho disponibilizar empregos em outras regiões para que famílias pobres possam conseguir trabalho e se inserirem no mercado. Com isso, é possível que a fome seja irradicada.