A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 13/09/2021
“Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, retrata a dimensão do problema acarretado pela falta de comida e água. Fora da ficção, no Brasil hoje, a fome gerada pela má distribuição de renda, desperdício de alimentos e mau planejamento para reduzir esse problema que cerca o país. Desse modo, faz-se necessário apresentar alternativas para converter a situação atual.
Previamente, um dos maiores motivadores da fome é a desigualdade social presente no cotidiano. Por isso, devido à grande parte da população, que passa fome, viver na pobreza, não há tanta visibilidade ao pedirem apoio do Estado ou da própria sociedade. Outro fator que contribui para a persistência da fome é a região em que se localizam, como no nordeste, onde a grande seca impede as famílias de cultivar qualquer tipo de alimento. Dessa maneira, evidencia-se o dever do governo em prover métodos para sanar esses males.
Outrossim, a má distribuição de renda favorece a subnutrição da população. Segundo o IBGE, cerca de 40% das riquezas está concentrada em somente 2% dos cidadãos, logo, entende-se que a escassez de alimento é gerada devido à falta de dinheiro. Além disso, o grande desperdício de alimento mostra não há pouca comida, mas sim uma péssima distribuição dela, porem, o descuido do governo com o assunto mostra que isso é visto como algo banal. Diante disso, percebe-se que isso não é só um problema social, mas também econômico.
Portanto, no desiderato de reduzir a fome é necessário alertar a sociedade e o Estado sobre o problema. Para tanto, cabe ao Ministério do Desenvolvimento Social promover campanhas de caridade, por meio da própria população, com o objetivo de conscientizar mais pessoas e reduzir a péssima distribuição de alimento. Para mais, a ação da Agência Nacional de Águas em criar projetos que permitam o abastecimento de água em locais de seca. Destarte, almeja-se um estilo de vida mais distante daquele observado na ficção de Graciliano Ramos.