A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 09/09/2021

Enfrentando os desafios da fome

O artigo 6º da Constituição brasileira que foi promulgada em 1988, relaciona a alimentação como um direito social para garantir a segurança alimentar da sociedade, direito esse que não pode ser garantido, devido ao alto percentual de cidadãos brasileiros que a fome atingiu.

Nessa perspectiva, o poder econômico do Brasil durante o período colonial concentrava-se nas mãos de poucos e as restrições alimentares eram impostas aos mais pobres, agravando a desigualdade. A intervenção das raízes históricas na fome é notória. Da mesma forma, há um aumento da vulnerabilidade alimentar. De acordo com a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), cerca de 50% dos hábitos alimentares das famílias diminuíram devido ao aumento do desemprego e da pobreza. Enquanto o problema da fome existir, a sociedade viverá na desigualdade financeira.

Além disso, em 2014, por conta das políticas públicas de erradicação da pobreza, o país saiu do mapa da fome, destacando avanços. No entanto, desde o início da pandemia, em 2019, devido à desintegração e estagnação da distribuição de renda, o país tem enfrentado problemas. A ideia de proteger e reduzir recursos levou à extensão do modelo de insegurança alimentar, conforme defende o movimento social Reformista.

Portanto, o governo federal deve trabalhar com as empresas para iniciar programas sociais de incentivo à geração de empregos e renda por meio de projetos que vinculem o acesso dos pobres ao trabalho remunerado, de acordo com o nível de aprendizagem de cada secretaria; combater a desigualdade fiscal;  é importante também, que o Ministério Público reestabilize as políticas públicas de proteção aos programas sociais. Portanto, seu direito básico à segurança alimentar incluirá uma associação.