A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 12/09/2021
Em 2014 o Brasil havia deixado de fazer parte do Mapa da Fome da ONU. No entanto, com os anos seguintes a falta de alimento voltara a ser um empecilho novamente, isto por conta da exportação de commodities e a alta cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Sob esse revés urge resoluções para mitigar tal problemática.
A princípio, a relação entre a venda de insumos alimentícios e a falta de comida no prato do brasileiro se atritam. Consonante a Organização Mundial do Comércio, o Brasil é o segundo país que mais exporta alimentos no mundo. Por conta disso, o alimento disponibilizado nacionalmente, termina por ser menor que o necessário; já que o lucro com a exportação é mais atrativo do que vender pro próprio território. Em síntese, a preocupação está em destinar o produto pro mercado interno.
Outrossim, a questão alimentícia deve-se ao ICMS. Isto porque a cobrança de impostos estaduais cresceram de maneira exorbitante e mesmo produtos que antes isentos de tributos, agora contabilizam arrecadação para o estado que por sua vez mesmo em meio a pandemia atual do Covid-19 não se sensibilizam com a situação de famílias com insegurança alimentar. Conforme Anderson Barros: “A ganância do ser humano destrói o seu próprio lar”. Em resumo pode comparar-se a ambição financeira dos governadores e o descaso com a necessidade de cuidar daqueles que o puseram no poder.
Portanto, faz-se imprescendível o comprometimento do estado para com seu povo. Cabendo ao poder legislativo a criação de leis que priorizem a venda de alimentos pro mercado interno em detrimento do lucro da comercialização internacional. De mesmo modo necessita-se do Ministério da Cidadania para combater os altos impostos sobre o alimento, fiscalizando a necessidade dos aumentos dos preços. Assim possibilitar-se-á a melhora na condição alimentícia da população.