A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 13/09/2021
No ano de 2000, em uma conferência das Nações Unidas, foram definidos os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio(ODM), dentre os quais está a erradicação da fome. Duas décadas após esse acontecimento, no entanto, ainda há muitas pessoas que passam por situação de insegurança alimentar. No Brasil, isso ocorre por conta da alta no preço de alimentos e pela extinção de políticas públicas de combate à fome. Desse modo, faz-se necessário analisar o cenário para afetá-lo positivamente.
Em primeiro lugar, é notável que o custo elevado de alimentos é um grande obstáculo para o extermínio da fome no país. Um dos motivos para essa elevvação se deve à tributação sobre essas provisões. Segundo um levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, cerca de 20% do preço de comestíveis é de impostos. Por conta disso, considerável parte da população não consegue garantir os nutrimentos para sua vida, já que não tem dinheiro suficiente para suportar essas despesas. Dessa maneira, é essencial que haja interferência para mudar o panorama.
Em segundo lugar, outro fator responsável por agravar o problema é o apagamento dos programas sociais de confronto à fome na nação. Em 2020, foi extinto o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, responsável por medidas desse âmbito. Além disso, planos assistencialistas como o Bolsa Família têm sofrido retração nos valores fornecidos e também passaram a “fornecer” a menos pessoas. Devido a isso, ainda mais cidadãos foram abandonados perante o fantasma da fome, atingindo até mesmo a insegurança alimentar grave. Sem dúvidas, portanto, o quadro deve ser revertido o mais rápido possível para evitar maiores danos ao povo.
Dessa forma, tendo em vista os aspectos supracitados sobre o tema, é visível a necessidade de uma resolução para as circunstâncias apresentadas. Assim sendo, é preciso que as três esferas de governo(municipal, estadual e federal) realizem uma ação conjunta e reduzam seus respectivos impostos, através de portarias, para que os gastos com alimentação sejam reduzidos, e assim menos indivíduos passem por dificuldades nutricionais. Outrossim, cabe à sociedade como um todo pressionar o Poder Executivo, através de manifestações, para que os projetos de auxílios sejam retomados e a conjuntura seja aprimorada. Com tudo isso, o Brasil cumprirá parte dos ODM acordados e avançará.