A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 13/09/2021
A fome é um antigo empecilho que assola as classes mais baixas do país e parece que ainda existe muito caminho a ser percorrido visto que, pouco se tem feito para reverter essa situação na prática. Concomitante, essa questão social é um reflexo não só do governo, como também da falta de consciência da população, essa situação decorre da desigualdade social e a exportação de alimentos por commodities. Nesse sentido, fica nítido a falta de políticas públicas voltadas para os mais vulneráveis nessa situação.
Primeiramente, é fundamental mostrar que o Brasil é um dos países que mais exporta comida para o mundo e por causa disso acaba sofrendo com diversos avanços sociais, econômicos e tecnológicos. Entretanto, ainda existe uma imensa parcela da população que sofre com escassez de comida devido a notória desigualdade social, na qual não conseguem adquirir um emprego, recebem baixos salários ou têm que sustentar uma grande família que acabam não suprindo a demanda, impulsionando assim, a fome no Brasil. Segundo as pesquisas da FAO, a organização apontou que 23,5% da população nos últimos 3 anos deixou de comer por falta de dinheiro ou precisou reduzir a quantidade de alimentos. Dessa forma, fica claro que o Brasil apresenta um retrocesso nessa importante questão social.
Segundamente, vale mostrar que a distribuiçaõ de alimentos e a exportação de commodities andam lado a lado, ainda mais em um país em que, as regiões rurais, as quais possuem maior força na agricultura são as que mais sofrem com maior índice de fome. Isso se deve ao fato de que, o governo não propõe medidas de distribuição de uma parcela dessa grande quantidade de produtos alimentícios exportados para o mercado interno e a população carente. Além disso, de acordo com o Centro de pesquisa da Agro Global, mostra que o pico de crescimento da insegurança alimentar no Brasil coincide com o pico na exportação de gêneros alimentícios, demonstrando que essa contradição têm ligação direta com a negligência do governo em mediar políticas públicas.
Portanto, fica visível a urgência da criação de contramedidas para melhorar a situação vivida por milhões de brasileiros. O governo deve determinar um percentual das exportações, dirigidas para o mercado interno, a fim de por mais alimentos na mesa da população que necessita, por meio da intervenção da mídia e do investimento em campanhas e empresas que promovam o fornecimento e a distribuição de alimentos e investimentos para famílias carentes. Ademais, o poder público deve criar redes de abastecimento em regiões mais pobres com custos baixíssimos para que o alimento chegue cada vez mais as pessoas das classes mais baixas. Para que assim, o estado possa iniciar o combate contra fome e distanciar o país gradativamente do mapa da fome.