A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores
Enviada em 13/09/2021
O filme “O poço” retrata uma prisão dividida de maneira vertical, onde nos primeiros níveis predomina o excesso de alimentos enquanto nos mais profundos ocorre a escassez. Fora das telas, realidades na sociedade brasileira como o desperdício e a grande desigualdade social motivam a questão da fome, evidenciando assim o que é demonstrado no filme. Destarte, é fundamental analisar o cenário.
Precipuamente, é de conhecimento que desde a Guerra Fria e a consolidação do modelo econômico capitalista, cresce no mundo o capitalismo desefreado. Assim, explicando como ações individuais como o desperdício, agravam a situação da fome, já que o descarte desnecessário gera a necessidade de recompra, característica do consumismo gerada pelo capitalismo. Desse modo, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram mais de 20 milhões de toneladas de alimentos diperdiçados anualmente no país. Logo, modificar a mentalidade coletiva é primordial na mudança.
Somado a isso, o crescimento econômico é insuficiente para acabar com a pobreza no Brasil- a qual é uma das principais razões da fome- pois, ocorre a desigualdade social devido à concentração de renda de maneira desregulada. Uma vez que “metade do mundo tem de suar, para que outra possa sonhar” disserta Henry Longfellow, poeta estadunidense. Logo, as políticas públicas de combate à pobreza e fome devem, portanto, romper com a artificial separação das áreas econômicas e social.
Frente a esse contexto, infere-se que a fome é uma das consequências do modelo capitalista. Então, cabe ao Ministério da Economia, como agente responsável pelas políticas fiscais do país, reformular iniciativas antigas como o Fome Zero por meio de aperfeiçoamentos além de repensar em outras maneiras de distribuição de renda a fim de controlar a falta da alimentação na sociedade. Somente assim, acrisolará um problema que, ainda no século XXI, mata pessoas diariamente.