A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 13/09/2021

Sob a perspectiva do sociólogo Hebert José de Souza, a fome e a miséria terão que estar em todos os debates, palanques e comícios. Conquanto bem fundamentada, tal alegação reflete a realidade sociocultural hodierna, visto que a questão da fome nacional e seus fatores motivadores acompanham desafios enraisados e naturalizados na sociedade. Nesse sentido, destaca-se não só a desigualdade social característica da nação, bem como as exportações excessivas das produções agrículas brasileiras. Logo, cabe a análise da questão mencionada, em prol de analisar e compreender as possíveis complicações da problemática.

Convém  pontuar, a princípio, a delimitação espacial e ideológica que limita o acesso aos direitos e impossibilita o acesso a oportunidades. Segundo  o geógrafo Milton Santos, existem apenas duas classes sociais, a dos que não comem e a dos que não dormem com medo da revolução dos que não comem. Nesse contexto, entende-se que a má distribuição de renda, representando uma óptica contemporânea, ainda dilacera o país entre situações de carência por empregos dignos ou salários e excesso de bens nas mãos de poucos. Prova disso é mais de sete milhões de pessoas conviverem com a fome no Brasil, segundo pesquisas do IBGE. Assim, percebe-se a ncessidade de uma atuação mais eficiente por parte dos Órgãos Corporativos responsáveis, a fim de reverter o  cenário desigual atual.

Ademais, é primoradial ressaltar as políticas de incentivos às exportações como fator fundamental para a propagação da redução na ingestão de alimentos. Conforme o líder Nelson Mandela, lutar contra a pobreza não é um assunto de caridade, mas de justiça. Em contrapartida, é notório que em grande parte das áreas rurais, onde a agricultura é mais desenvolvida, são obervados os maiores índices de fome, o que incide em milhares de pessoas viviendo em condições precárias. Exemplo disso são os constantes processos de êxodo rural ocorrerem pela busca de melhores qualidades de vida. Destarte, é  indispensável a providência de ações efetivas voltadas para o abastecimento interno, perpetuando a valorização do mercado interiorano.

Evidencia-se, portanto, que os conceitos de desigualdade social e a falta de políticas que visem à melhorias no interior do terrtório são nocivos aos direitos dos cidadãos. Posto isso, cabe ao Ministério da Cidadania promover atendimento e fornecimento de subsídios para famílias carentes, mediante o investimento de campanhas na mídias sociais e visitas nas residências, que aprimorará a fiscalização de dados e estatísticas voltados para os índices das necessidades básicas, rumo à ampla diminuição da ausência alimentícia. Dessa forma, o problema da fome descrita por Hebert, de forma gradativa, conseguirá a devida atenção e não fará mais parte da realidade brasileira.