A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores

Enviada em 12/09/2021

A fome é um problema presente em todos os cantos do mundo, mas ocorre mais nitidamente em países e continentes subdesenvolvidos. Em países como o Brasil, onde a distribuição de renda entre os habitantes é altamente desproporcional, a fome atinge uma parte considerável da população e apesar de diversos programas públicos criados pelo Governo Federal para tentar amenizar essa situação, o combate a este problema mundial tem sido ineficaz.

Segundo pesquisa da CNN, no 1° trimestre de 2021, os 10% do topo da “pirâmide social” passaram a ganhar 42,3 vezes mais que os 40% da base. Simplificando, a parcela que corresponde a 1% da população mundial detém aproximadamente a metade da riqueza nacional, enquanto a população mais carente de recursos continua sem a assistência apropriada, vivendo em condições próximas ou algumas vezes abaixo do que se considera a pobreza extrema, onde um cidadão sobrevive com menos de US$1,90 (aproximadamente R$10) por dia.

Um dos programas mais conhecidos quando se fala de combate à fome no Brasil é o Fome Zero, que tem como objetivo articular diversas ações do Governo e da própria sociedade para “eliminar” a fome e a desnutrição que afetam milhões de brasileiros. Entretanto, apesar da existência dessas diversas políticas públicas direcionadas a esta complicação, ainda é noticiado que mais de 7 milhões de pessoas convivem com a fome no Brasil.

Para que este problema seja de fato solucionado com êxito, por mais impossível que pareça sancioná-lo por completo, é necessário que o Estado conceda cada vez mais investimentos nestes programas e políticas públicas de combate à fome, além de abrir portas e dar oportunidades também às ONGs, que realizam diversos trabalhos excepcionais atuando em diversas áreas da sociedade. Somado a isso, faz-se urgente uma revisão na distribuição de renda no Brasil, algo que afeta fortemente as populações mais pobres.